Terça, 26 de Outubro de 2021
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Que humildade professor Ranielle Ribeiro aproveita folga no Campinense, vê jogo na várzea e relembra seus tempos de jogador

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17/08/2021 às 18h58 Atualizada em 17/08/2021 às 19h02
Por: Redação Fonte: GE
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FOTO : Copa Fashion/Ranielle Ribeiro
FOTO : Copa Fashion/Ranielle Ribeiro

 

Para o elenco do Campinense, o domingo foi de folga, após a vitória por 2 a 1 em cima do Central de Caruaru, no sábado. 

Mas, com futebol pulsando nas veias 24 horas por dia, quem disse que o técnico Ranielle Ribeiro conseguiu ficar longe de um campo? 

Aproveitando o dia livre, o comandante da Raposa foi prestigiar uma partida da Copa Fashion, campeonato amador entre times dos bairros de Campina Grande, e relembrou os tempos em que jogou na várzea.

A Copa Fashion agita o futebol amador da cidade todos os domingos. A competição começou em fevereiro, com 22 times e 1.108 atletas inscritos, teve uma parada por conta da pandemia, e os jogos voltaram em maio. 

No próximo domingo, será realizada a 11ª e última rodada da primeira fase, e a final está prevista para setembro.

No caminho entre o Renatão e o Estádio Amigão, fica um dos campos de terra que são utilizados nos jogos da Copa Fashion, detalhe que nunca passou despercebido pelo técnico Ranielle Ribeiro. 

No bairro, que fica próximo ao CT do Campinense, existe o Palmeiras do Pedregal, e foi a um jogo deste time que o comandante da Raposa parou para assistir, pois sempre achou interessante a mobilização da comunidade em torno das partidas.

— É a segunda vez que eu passo ali e o Palmeiras do Pedregal está jogando, e eu vejo a mobilização da comunidade. Eu não joguei profissional, mas joguei na várzea, em alguns campos iguaizinhos àquele ali, de barro, duro, e toda vez que a gente passa por ali, voltando do Amigão, eu fico olhando para aquele campo e penso: "Rapaz, o jogo aí deve ser muito massa". A gente se empolga, porque, como se diz aqui no Nordeste, "o pau canta", é uma disputa danada — disse Ranielle.

Ranielle chegou sozinho, sentou sem ser reconhecido e assistiu a 30 minutos da partida entre Palmeiras do Pedregal e São Paulo da 24 de Maio, que terminou com vitória do São Paulo, por 1 a 0. 

Como um estudioso do futebol, que já se disse aficionado em estudar cada detalhe de seus adversários, o técnico confessou não conseguir extrair muito dessas situações de várzea, mas destacou a competitividade que se pode observar nesse tipo de jogo.

— O campo não ajuda os caras, então não acrescenta muito em relação a tática, mas o que se destaca é a competitividade. 

Encontrar talento é muito difícil em uma situação de várzea como aquela porque os caras já são todos mais velhos. O futebol é mágico em qualquer situação, é competitivo e emocionante. Conquistam vitórias aqueles que conseguem ter mais sabedoria nos momentos em que a emoção está à flor da pele – finalizou.

Ranielle aproveitou o domingo de folga para assistir à várzea, mas no dia de ontem segunda-feira, já retornou a rotina normal no Renatão, onde inicia a semana de treinos para o confronto do próximo sábado, entre Campinense e Sousa, no Amigão, pela rodada 12° da Série D.

Bastidores do Esporte.

Com GE.

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