Terça, 26 de Outubro de 2021
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Técnico do Campinense não vê favoritismo nas oitavas de final do Campeonato Brasileiro da Série D

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23/09/2021 às 20h11
Por: Redação
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FOTO : Ascom / CAMPINENSE
FOTO : Ascom / CAMPINENSE

 

Passada a aflição da decisão por pênaltis na segunda fase da Série D, quando venceu o Sergipe em tarde de Mauro Iguatu, que defendeu dois pênaltis e converteu a última cobrança que garantiu a permanência do Campinense na competição, o time se prepara para jogar as oitavas de final, mas tendo que lidar com um questionamento que já dura algumas semanas.

Depois de um bom início de campeonato, a Raposa caiu de rendimento na reta final e, até diante do Gipão, começou bem as partidas, mas abriu mão do jogo e permitiu a reação adversária nos dois jogos. E pela primeira vez, depois de muito admitir que sua equipe estava devendo, Ranielle Ribeiro assumiu que o importante é mesmo se classificar.

– A gente não pode esquecer tudo que já foi feito durante a competição. A fase classificatória, nós fizemos ela da melhor maneira possível e tivemos um bom desenvolvimento. Claro que, principalmente nos dois últimos jogos e o primeiro mata-mata, o lado emocional interferiu muito no nosso desenvolvimento, mas aí eu vejo que não só no nosso, vejo em outros adversários que tive a oportunidade de analisar e de estudar, que neste primeiro mata-mata era aquilo que todos esperávamos, uma situação muito emocional, e cabia ao grupo saber passar por ela. E passamos, não com o rendimento que sempre tivemos, não com o desenvolvimento que sempre tivemos, mas o objetivo foi alcançado. A gente também não pode querer classificar e ainda jogar bem. Esse seria nosso propósito sempre, mas o que se busca primeiro é a passagem, e a passagem veio. Algumas coisas foram positivas e, claro, outras as negativas, cabe a nós termos o discernimento de aproveitar a semana justamente para corrigir e orientar para que eles não cometam os mesmos erros

Depois da classificação dramática, o afunilamento da competição faz com que os enfrentamentos se tornem cada vez mais difícil. E a formatação dos confrontos, em sua grande parte ainda regionais, traz pela frente do time da Bela Vista o Guarany de Sobral, que tem o maior título de sua história justamente o da Série D, em 2010, comandado justamente por Oliveira Canindé, técnico da maior conquista da história do Campinense, a Copa do Nordeste de 2013. E o treinador atual do clube prevê um duelo muito complicado.

– Todo qualquer adversário que venha a se enfrentar agora, ele teve seus méritos para chegar nesse nível da competição. Não tem esse papo de ter pego mais forte, mais fraco, pelo contrário, o Guarany foi melhor da sua chave, fez bem essa fase classificatória, essa fase de mata-mata. Contra o Galvez-AC, buscou um bom resultado fora de casa e definiu dentro de casa. Então nós estamos analisando, estudando, sabemos os o que podemos e o que não podemos fazer contra eles para que a gente alcance nosso objetivo principal, que é a passagem para as quartas de final – afirmou.

O encontro entre Raposa e Guarasol já se repetiu em algumas oportunidades no cenário nacional, como no ano passado, na primeira fase da quarta divisão, quando o time de Sobral venceu em casa e empatou no Amigão. Pelas campanhas de cada um na primeira fase e pelo peso de suas camisas dentro de seus estados, o treinador rubro-negro prefere não chamar para si ou jogar para o adversário a responsabilidade de avançar.

– Não vejo não vez favoritismo, até porque até porque é um jogo de mata-mata, os dois passaram desta primeira fase. Eu chegar aqui e cravar que o Campinense é favorito ou o Guarany é favorito, eu não não vejo desta forma. Vejo um jogo muito intenso, muito disputado, muito muito aberto entre duas equipes que buscam o gol. Vai vencer aquele que suportar os 180 minutos e saber viver esses 180 minutos da melhor maneira possível – explicou.

Uma das preocupações dos raposeiros para esta reta final de Série D para conseguir buscar o acesso é a quantidade de gols sofrida no segundo tempo, quando o time cai de produção, especialmente as substituições. E Ranielle admite que é uma situação que exige melhora, mas garante que as providências para que não se repita já estão sendo tomadas.

– A queda de rendimento vem sim preocupando, mas foi uma das coisas que nós ajustamos esta semana, organizamos e orientamos nossos atletas para que não pudesse acontecer mais, e cabe a nós não deixarmos. É um problema que já está sendo senado, já está sendo resolvido e bem orientado pelos atletas, para não deixarem cair na armadilha da perda do desempenho segundo tempo – concluiu.

Com VT.

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